Estava olhando uma perna de pau.
Tentei andar da primeira vez, e não consegui, cai, e outra vez, novamente outro tombo...
Isso me fez pensar. Assim é a vida...
A primeira coisa que fazemos, tentamos andar, mas temos que nos escorar na parede, colocar os dois pés na madeira, se equilibrar, para conseguir andar.
Nas primeiras vezes, não suportamos nosso próprio peso... caímos.
Tentamos escorados na parede. Colocamos os dois pés novamente na perna de pau, a 5 cm do chão. É engraçado, 5 cm já nos assusta, não estamos acostumados a andar a essa distancia do chão, por isso nos escoramos na parede, colocamos nossos pés novamente na madeira, com um impulso, tentamos nos equilibrar, conseguimos dar um único passo, caímos.
Vai se tornando uma questão de honra, tentamos como se fosse um ritual, nos concentramos, nos escoramos na parede, colocamos os pés na madeira, e com um impulso ficamos estáveis. Um passo. Depois o outro. E mais um, estamos andando um corredor agora, um passo atrás do outro, viramos e continuamos. Nos precipitamos dando passos largos de mais. E acontece... mais uma queda.
Mas agora é diferente, não precisamos mais da parede para escorar, conseguimos sozinhos. Um passo depois o outro. E 5 cm já não são tão assustadores assim.
Agora queremos andar mais alto. Precisamos disso. E assim com se fosse à primeira vez, nos escoramos, mas conseguimos rapidamente ganhar equilíbrio e nos soltar. Agora a 30 cm do chão. Sempre um passo, depois o outro. Com passos curtos, sem pressa, apenas concentração.
30 cm já não são suficientes, precisamos ir mais alto, mais alto. E sempre com a ajuda da parede conseguimos. Até que chega uma hora que a parede não é mais suficiente. Precisamos de alguém para subir e alcançar o infinito. Essa pessoa nos ajuda a subir, e depois de muito esforço, estamos lá em cima, estamos feliz. Agora nos a ajudamos subir, ficamos na mesma altura, admirando o céu o infinito.